Datas Especiais

Páscoa Libertadora

A promessa de Gênesis 3 ainda ecoa em nossos corações. Na festa da Páscoa lembramos que o Messias venceu e nos tornou livres.

Em Gênesis 3 somos apresentados ao problema do pecado. Toda harmonia criada por Deus nos dois capítulos anteriores é quebrada e após o casal comer do fruto encontramos apenas palavras duras, negativas e aparentemente sem alento. Entretanto no centro do capítulo e no ápice da tensão encontramos um respiro, uma luz, uma esperança!

Essa rajada de ar fresco encontra-se no versículo 15: O próprio Criador promete que o descendente (a semente) da mulher iria ferir a cabeça da Serpente e no processo o filho prometido também seria ferido. A centralidade da fala do Senhor nos indica que o ponto principal do capítulo 3 de Gênesis não é o pecado, apesar de ele ocupar a maior parte da história. O ponto principal do capítulo é a promessa do Descendente que lutaria contra a Serpente e venceria, mesmo as custas da própria vida.

Através das páginas da Bíblia encontramos esta promessa sendo reforçada repetidas vezes (como em Nm 24:17, Is 7:14, 52:1353:12 e Dn 9:24-27) e aprendemos que a semente seria o Messias – O ungido do Senhor. O Messias venceria a “antiga Serpente, que é o diabo, Satanás” (Ap 20:2). Mas para quê lutar? Qual era o prêmio? O prêmio era a liberdade dos filhos de Deus. A partir do capítulo 4 de Gênesis atestamos que a humanidade se tornou escrava do reino de Satanás. Toda harmonia, paz e liberdade foram substituídas por caos, guerra e escravidão e é nesse contexto que séculos mais tarde somos introduzidos à festa da Páscoa.

A Páscoa original aconteceu na libertação do povo israelita. Antes escravos por gerações, agora eles viram o “livramento do Senhor”, pois Ele havia “lutado pelos Seus filhos” (Ex. 14:13-14). Estavam livres e celebravam ano após ano a liberdade que o Eterno havia dado.

Algumas páginas e outros séculos depois aprendemos que o Messias, o Libertador, o próprio Deus desceu. Desceu para lutar pelo seu povo, para fazer justiça ao escravo oprimido pelas forças das trevas. Ele desceu para libertar! Jesus era seu nome, a semente e Raiz de Judá. Pela sua morte o Descendente prometido pisou na cabeça da Serpente para, de uma vez por todas, remover as correntes da morte e refazer a harmonia. Nas palavras bíblicas, por sua morte, Jesus destruiu aquele que tem o poder da morte, o diabo, e livrou todos que estavam sujeitos à escravidão, por toda a vida (Hebreus 2:14-15).

Para a Liberdade Cristo nos libertou (Gálatas 5:1). Jesus venceu a guerra, mesmo que fosse ferido, mesmo que custasse a sua vida, mesmo que custasse sua glória. Cristo assinou a carta de alforria de cada ser humano com o próprio sangue, o sangue do Cordeiro.

Somos livres, portanto. Livres dos pesos religiosos de uma religião baseada no que podemos ou não fazer ao invés da salvação pelos méritos de Jesus, livres da culpa que o passado insiste em trazer ao invés do entendimento que Jesus veio salvar o perdido (Lucas 19:10) e o que o Reino pertence aos pobres de espírito (Mateus 5:3), livres dos sacrifícios para sermos aceitos que difere do fato que onde essas coisas foram perdoadas, não há mais necessidade de sacrifício (Hebreus 10:18), livres de uma vida viciada em fazer o mal, livres da morte, livres do reino sádico da Serpente. Somos livres! Assim Cristo nos fez, assim Ele nos tornou.

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