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Não Chorem Por Mim

“Seguia-o numerosa multidão de povo, [...] e o lamentavam”. Isso não seria surpreendente, haja vista a intensidade da cena; qualquer um que tinha alguma simpatia por Jesus lamentaria. O que chama a atenção é a reação de Cristo.

Não Chorem Por Mim - Arrazoemos (Mulher Chorando)
Foto por Luis Galvez

Imagine Jesus a caminho do Calvário. Fraco fisicamente, angustiado mentalmente. Uma noite toda sendo levado de um lado a outro em um julgamento hostil e extremamente corrupto. Massacrado por açoites, segue o caminho para fora de Jerusalém em carne viva, talvez chegando ao limite da dor humana. Isso, sem contar o peso esmagador do pecado da humanidade e a consequente separação do Pai.

Havia também na cena uma turba enfurecida e violenta lançando insultos e gritos de morte. Muitos poderiam olhar a multidão e ver apenas os assassinos do Filho de Deus, mas não Jesus; Ele era especialista em ver o indivíduo no meio do grupo. Em Lucas 23:27 lemos que “Seguia-o numerosa multidão de povo, e também mulheres que batiam no peito e o lamentavam”. Isso não seria surpreendente, haja vista a intensidade da cena; qualquer um que tinha alguma simpatia por Jesus lamentaria. O que chama a atenção é a reação de Cristo.

“Porém Jesus, voltando-se para elas, disse: Filhas de Jerusalém, não choreis por mim […]” (Lucas 23:28). Apesar de logo depois Jesus trazer uma explicação escatológica sobre um momento muito pior que estava por vir (a destruição de Jerusalém no ano 70 d.C.), a atitude dEle é de uma ternura sem igual. Alguém caminhando para a morte, inocente no lugar do culpado, em extremo sofrimento, deixa a si mesmo de lado para consolar pessoas que choravam.

Quantas vezes fechamos os olhos ao sofrimento alheio por estarmos passando por alguma adversidade também? Quantas vezes damos vazão ao nosso natural egoísmo porque alguém “pisou no nosso pé”? Ou pior, quantas vezes achamos que estamos sofrendo tanto que temos o “direito” de nos encasularmos e não auxiliarmos nas aflições do nosso próximo. É isso que o Salvador faz: rejeita o egoísmo e a autopiedade, se coloca de lado para nos consolar e nos salvar. A caminho da cruz, Jesus, a vítima, parou para consolar quem chorava. Isso mostra que sempre é possível abrir mão da nossa dor para aliviarmos a dor de outros; sempre!

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